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NOMOFOBIA: A DEPENDÊNCIA DIGITAL

Quem não consegue ficar nem por um instante longe do celular, nem que seja para mandar SMSs ou consultar e-mails, tem verdadeiras crises quando não consegue acessar seu perfil em alguma rede social ou evita ir a qualquer lugar em que o acesso às redes de telefonia 4G seja restrito e não há uma rede Wi-Fi disponível. Pessoas assim podem sofrer de “nomofobia”.

O nome soa estranho, mas é fácil entender, ao menos em termos gerais, do que se trata. O termo foi criado no Reino Unido em 2008, e vem da expressão “no mobile phobia” – em uma tradução livre, “fobia de ficar sem celular”.

Uma fobia é um medo intenso, doentio, de alguma coisa. No caso, “nomofobia” é, portanto, um medo extremado de ficar sem seu “mobile”, ou seja, sem seu smartphone.

Quem já percebeu o potencial negativo?

Sair à noite para se divertir com os amigos, muitas vezes, pode se tornar uma atividade antissocial. Os mais jovens podem perguntar para os pais, irmãos ou amigos mais velhos.

Quem tem mais de 30 anos talvez já tenha percebido que ir a um shopping com os colegas, por exemplo, não é como antes: em vez de interagir com o ambiente e com as pessoas que há nele, muitos estão navegando em seus gadgets, criando ao redor de si uma espécie de “bolha” de isolamento pessoal, enquanto buscam, desesperadamente, interação no mundo virtual. É, no mínimo, estranho observar como alguns dão a uma pessoa que não está presente (e, às vezes, nem está on-line) muito mais atenção, por meio do celular, do que dezenas de outras pessoas “ao vivo”.

Há mais 10 anos, quando os recursos dos smartphones eram muito limitados em comparação com os equipamentos atuais, não era possível “marcar a localização” em um lugar onde você esteve, conversar on-line com seu colega na mesa ao lado e encontrar com mapas, imagens e descrições localidades usando o telefone. Essa evolução reforça o poder atrativo dos aparelhos: é fácil se deixar levar pelo ambiente colorido e instantâneo da internet na palma da mão.

A tecnologia, nesta situação e em outras semelhantes, aproxima ou afasta as pessoas?

A “nomofobia” é esse vício levado ao extremo, a ponto de interferir na vida das pessoas que têm medo de ter que passar um dia sem celular, por exemplo. A questão pode ser observada em especial nos mais jovens.

Uma das pesquisas mencionadas pelos profissionais que estudam o problema na Europa mostra que uma pessoa verifica se está com seu telefone, em média, 34 vezes por dia. Se alguém fizesse isso cotidianamente para verificar se uma porta está fechada, se o carro está na garagem ou se desligou o gás não seria um caso a se pensar, ao menos, no quão “não saudável” pode se tornar se preocupar tanto com um objeto?

É exatamente sobre este assunto que eu quero abordar mais a fundo no vídeo abaixo:

No vídeo abaixo, eu dou algumas dicas para quem busca um ponto de equilíbrio:

 

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