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Outubro rosa: simples exames podem salvar vidas!

O Outubro Rosa é uma campanha desenvolvida pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer), com o objetivo de ampliar o nível de informação da sociedade sobre o tema câncer de mama, especialmente sobre formas de prevenção e detecção precoce, de modo a promover o debate e permitir que a população possa tomar decisões em relação à sua saúde de forma consciente, analisando os possíveis benefícios e os prováveis malefícios associados a determinadas ações ou práticas de saúde.

Hoje, vamos abordar quais são os exames preventivos essenciais para o combate ao câncer de mama, que é provavelmente o mais temido entre as mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo, pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.

O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo. É a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento.

De acordo com o INCA, as formas mais eficazes para a detecção precoce da doença são o exame clínico da mama e a mamografia.

Os exames preventivos

Mamografia: é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

É realizada em um aparelho de raio-X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.

Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O autoexame: a recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o autoexame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o autoexame das mamas traz consigo consequências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

Vale ressaltar que o INCA não estimula o autoexame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama.

Veja, a seguir, 10 números que mostram o quão importante é se informar, prevenir e combater o câncer de mama:

1- 25% dos casos de câncer em mulheres no mundo são de mama

2- O câncer de mama é o 1º em taxa de mortalidade em mulheres no mundo

3- Incidência de câncer de mama cresce 13% no Brasil, a cada ano!

São mais de 22% casos novos a cada ano.

4- 51,3% dos casos ocorrem no Sudeste do país

5- Em apenas um ano, 14 mil mulheres morreram por causa do câncer de mama no Brasil

6- Diagnóstico no primeiro estágio da doença tem 88,3% de sobrevida, em média

7- 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis

8- 66% dos casos são descobertos pelas próprias pacientes

9- Excesso de gordura abdominal aumenta em 74% o risco de câncer de mama

10- Lei determina início do tratamento em até 60 dias

 

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