Siga-me

Navegue por categoria

Últimos posts

Um mergulho na história de Rute (parte 1)

A história de Rute aconteceu em qual contexto histórico? Antes de Saul, que foi o primeiro rei de Israel, ou seja, na época em que os juízes governavam.

Rute morava em Moabe, ou seja, era uma moabita. Qual é origem deste povo? Uma relação incestuosa entre Ló e uma de suas filhas.

Vamos contextualizar melhor. Ló era sobrinho de Abraão. Eles caminhavam juntos, mas, depois de uma série de conflitos, acabaram se separando. Ló optou em habitar na região de Sodoma e Gomorra, enquanto que Abraão continuou sua jornada, de acordo com a direção que o Senhor lhe dava

Sodoma e Gomorra eram cidades atraentes, mas eram ambientes onde a promiscuidade imperava.  Por conta disso, Deus decidiu destruí-las. Mas, por amor a Abraão, Ele poupou Ló e sua família, que saíram de lá. Durante a viagem, a esposa de Ló olhou para trás e foi transformada em uma estátua de sal.

Gênesis 19.30 a 36: “Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai.

Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai. De novo, pois, deram, aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai.”           

Essa relação incestuosa deu origem a dois povos: amonitas e moabitas. Agora, sim, podemos mergulhar na história de Rute.

Muitos estudiosos se questionam sobre quem poderia ter escrito o livro de Rute. Pelo seu estilo literário, eles acreditam que tenha sido Samuel, mas isso não está comprovado.

Rute foi um grande exemplo de fé e superação. Suas atitudes diante dos revezes da vida foram determinantes. Apesar de não ser judia, ela entrou em um plano divino. Ela é descendente de Davi e, consequentemente, de Jesus! Quanto essa jornada se inicia? Na pior fase da vida dela!

Rute é um livro curto, possui apenas quatro capítulos. Mas é muito profundo. Por isso, precisamos dedicar tempo para meditar nele!

Rute 1.1 a 10: “Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos. Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos.

Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. Saiu, pois, ela com suas duas noras do lugar onde estivera; e, indo elas caminhando, de volta para a terra de Judá, disse-lhes Noemi: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o SENHOR use convosco de benevolência, como vós usastes com os que morreram e comigo.

O SENHOR vos dê que sejais felizes, cada uma em casa de seu marido. E beijou-as. Elas, porém, choraram em alta voz e lhe disseram: Não! Iremos contigo ao teu povo”

O que nós percebemos? Era um momento muito crítico. Em busca de novas oportunidades e para escapar da crise financeira, o marido de Noemi, Elimeleque, decide ir para Moabe – assim como muitos brasileiros que mudam de país para conquistar recursos para suas famílias.

Neste período, os filhos de Noemi, Malom e Quiliom, casaram-se com duas moabitas, Orfa e Rute.

Enquanto habitavam em Moabe, Elimelque, Malom e Quiliom morreram. A Bíblia não cita os motivos. Mas é interessante observarmos que, morar em um lugar aparentemente mais seguro e fértil, não lhes garantiu sua sobrevivência.

Noemi, uma mulher judia e serva de Deus, encontra-se totalmente sozinha – sem o marido e sem os filhos. Eu acredito que ela ministrava suas noras – Rute e Orfa. Noemi, inclusive, aconselhou-as a voltar para Moabe, já que elas estavam a caminho de Judá.

Imagine a situação de Noemi? Perder o marido e os dois filhos? Não dá para dimensionar a dor que esta mulher deve ter sentido!  Diante de todas essas sucessivas perdas irreparáveis, o que restava para ela? Em que ela poderia se apoiar.

Por isso, eu sempre destaco a importância da comunhão na igreja! Quando vai tudo bem em nossas vidas, é muito fácil abençoar e compartilhar. Mas, no dia em que não estamos bem, aquilo que nós distribuímos é o que irá nos carregar!

Quando estamos com nossa fé fortalecida, quando tudo está fluindo muito bem, é bom registrarmos isso. Por quê? Porque é isso que nos dará esperança nos dias de dificuldade.

Lamentações 3.21: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.”

Nada na vida é uma constante, por mais que a gente queira ou planeje. Por mais que as pessoas aparentam em suas redes sociais, ninguém tem a vida perfeita! Com o tempo, vamos tendo a consciência de que não existe aquela história de que a grama do vizinho é mais verde!

O processo do desenvolvimento de uma relação ampla e profunda com Deus passa também pelo autoconhecimento. Meu pai sempre diz: “O que nós somos? Somos reflexos dos sentimentos que deixamos criar raízes e frutificar em nós!”. Por isso, é sempre importante fazermos uma autoavaliação. Por isso, é sempre importante filtrarmos tudo o que assumimos como verdade!

Como assim? Eu posso pegar um episódio ruim da minha vida, como, por exemplo, a morte do meu irmão, e coloca-lo em um lugar de muito destaque dentro de mim! Isso pode acabar se tornando um ‘deus’ para mim, porque determinará como serão os meus dias, minhas atitudes, meus pensamentos, os lugares que eu vou frequentar, a maneira como vou tratar as pessoas!

Precisamos tomar cuidado com esses ‘deuses’ interiores que elegemos porque nossas motivações são guiadas por eles: “Depois daquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma!”; “Depois daquela perda, eu nunca mais fui feliz!”. Um dia uma moça me procurou e disse: “Bispa, depois que casei, eu nunca mais parei de chorar!”.

Elegemos muitos culpados e responsáveis pelas nossas amarguras, mas, na verdade, o que nós pensamos e sentimos é responsabilidade nossa! Nós não temos o controle sobre tudo o que acontecerá conosco, mas podemos escolher o que fazer diante destas situações. Eu aprendi que felicidade é uma escolha, não uma condição.

A mensagem mais linda que eu acho que o livro de Rute transmite, na minha opinião, é o quanto os nossos posicionamentos podem mudar o curso da história das pessoas que amamos!

Não foi o casamento que transformou a vida de Rute… Alias, existem muitos casamentos que não passam de contratos sociais. São pessoas que, apesar de dividirem o mesmo espaço, as contas e as tarefas diárias, não dividem sonhos… Não passam de dois colegas de apartamento… Cada um tem sua própria vida!

Eu, como fundadora do +QV, acredito que as mulheres precisam, sim, desenvolver sua identidade e se colocarem… Mas isso não anula as qualidades e a importância do outro na relação… Por isso, andar em concordância é uma bênção. Muitos classificam isso como “inteligência emocional”, mas, para mim, é um princípio de sabedoria – que é algo acessível a todos.

Tiago 1.5: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.”

Precisamos identificar quais são os gatilhos e quais são os pontos de conflito de nossas relações. Existem diversas maneiras de abordarmos determinados assuntos. Fugir não resolve, adiar, muito menos… Então, o ideal é fazer uma analise da situação e tratá-la com cautela e de uma maneira que não fira o outro… Antes de agir, busque sabedoria! A palavra certa dita na hora certa abre portas!

Como eu posso afirmar que sou cristã, se eu não tenho domínio próprio? Como posso afirmar que o Espírito Santo habita em mim, se qualquer coisa já me tira do sério?

Gálatas 5.22 e 23: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.”

Quando eu viajo internamente, em vez de olhar para os lados, eu identifico quais sãos minhas carências e como eu posso supri-las em Deus.

Eu amo ser mãe, é algo que me traz uma realização indescritível Eu amo educar, ensinar, instruir, conduzir, cuidar… Nada é um sacrifício para mim… Só que, por mais alegria que eles me tragam, eles não me suprem 100%!

Por mais que eu seja apaixonada e seja muito feliz no meu casamento, por mais que eu tenha   casado com meu primeiro namorado e, hoje, temos uma família abençoada… Eu sei que, sem Deus, nunca serei uma pessoa completa!

Precisamos abandonar este conceito de que não podemos pedir para Deus realizar os desejos do nosso coração… Ele é o nosso pai! E, se o nosso desejo nos trouxer destruição, Ele nos corrigirá… Nem sempre, o que queremos é o melhor para nós!

Rute precisava tomar decisões assertivas para que seu futuro não fosse comprometido. Qual foi o segredo dela? Andar de acordo com suas convicções e valores! Ela não permitiu que aquelas situações de dor – porque ela ficou sem marido e completamente falida – a descaracterizassem.

E, assim como Rute, o que podemos fazer para nos manter íntegros? Deixar o controle de nossas vidas nas mãos do Senhor e caminhar segundo Sua vontade! O Espírito Santo é o melhor condutor!

Quando precisamos tomar decisões, é muito comum nos deparamos com uma série de vozes. É nesses momentos de pressão, que nós mostramos a nossa verdadeira essência!

Eu sou Bispa, eu ministro, aconselho, acompanho, oro… E eu adoro isso… Tenho muitas alianças e ligações espirituais… É muito bom andarmos nessa comunhão e debaixo de uma cobertura… Eu também tenho minhas autoridades espirituais – meus pais.

Ao longo da minha caminhada, eu desenvolvi a aliança que havia entre Rute e Noemi com outras pessoas. É impressionante… Existem pessoas que me ligam para falar que estão orando por mim bem no momento em que eu estou passando por uma guerra!

Quando eu era adolescente, eu fazia parte de um grupo de oração, que foi crescendo muito rápido… Quando me dei conta, havia mais de cem pessoas participando… Era uma igreja, praticamente. Nós tínhamos o costume de realizar vigílias às sextas-feiras! Nós jogávamos videogame, comíamos pizza, conversávamos, meditávamos na Palavra e, depois, ficávamos orando à noite inteira!

Reunimo-nos na casa de um dos meninos. Ali, havia um subsolo enorme, que só servia para isso mesmo: entretenimento. Era o nosso point e o nosso quarto de guerra! Mas, como não tínhamos um líder, não sabíamos conduzir as coisas… Não tínhamos uma direção, não tínhamos discernimento… E aí, já viu, né? Um dizia que disparou um raio e matou um demônio; o outro tinha um arco e uma flecha… Teve uma que dizia que não podia mexer as mãos, porque havia recebido um presente espiritual… E ficava na mesma posição à madrugada toda… Nós estávamos agindo na inocência mesmo…

Um dia, eu sentei com minha mãe, super empolgada, e fui contado nossas experiências: “Mãe, nossa vigília foi incrível… Hoje, eu recebi uma bazuca que dispara laser e matei vários demônios!”. E ela arregalou os olhos e respirou fundo e disse: “Que legal, Fê. Eu posso ir na próxima vigília?”.

Ela foi e só observou a gente entrando no “mover”, com nossas bazucas espirituais… No final da reunião, entramos no carro… No caminho de volta para casa, ela perguntou: “Fê, quantas armas você já recebeu?”. E eu, toda orgulhosa, disse: “Eu tenho mais de dez, mãe!”. Ela virou para o Tid e fez a mesma pergunta. Como ele era mais graduado do que eu, respondeu que tinha 20!

Ela, então, questionou: “Vocês as estão utilizando com qual finalidade?”. Aí, respondemos: “Guerra espiritual, mãe!”. Ela rebateu: “Contra o quê?”. E nós: “Contra os demônios que estão bairro. Com o passar do tempo, temos planos de aumentar nossa esfera de ação!”.  E ela: “Com qual objetivo? Porque eu não vi vocês orando por salvação, por libertação… Existem pessoas no grupo de vocês que ainda estão presas em vícios. Então, vocês estão recebendo todas estas armas para quê?”.

Deus não entrega nada para alguém sem ter um objetivo, um propósito. Qual é o propósito de nós desenvolvermos uma intimidade com o Senhor? Qual é o propósito que o Espírito Santo tem para a minha vida? Qual é o propósito que o Senhor tem para a minha salvação?

Existem muitos cristãos que deixam de fazer essas perguntas e, principalmente, essa: “O que estou fazendo com a minha salvação?”. A salvação, assim como os dons, é individual. E o Senhor tem uma missão para cada um de nós aqui na terra! A sua salvação só pode ser desenvolvida por você!

Salmos 139.16: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.”

Tudo o que o Senhor nos entrega será necessário em algum momento!

Rute recebeu muitos ensinamentos de Noemi. Por meio dela, Rute conheceu o Deus de Israel. Mas chegou o dia em que Noemi precisava ser sustentada por toda a fé e força que ela mesma desenvolveu em Rute!

Noemi estava completamente desestabilizada por conta de suas sucessivas perdas. Inclusive, quis mudar seu nome para Mara, que quer dizer “amarga”: “Eu não tenho mais nada para te oferecer, é melhor você voltar para Moabe!”. Mas Rute lembrou-se de toda a bagagem que recebera da sogra, e isso fortaleceu ainda mais a aliança entre as duas. Rute percebeu que ela precisava assumir a posição de coluna.

Rute 1.16 e 17: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.”

Este discurso de Rute mostra o quanto Noemi marcou a vida dela. Rute sofreu ao ver aquela que a ensinou e a instruiu perdendo a fé e a esperança.

O ambiente interior de Rute estava completamente transformado. Por isso, ela percebeu que não se encaixaria mais à antiga realidade! Orfa decidiu seguir a orientação de Noemi, e voltou. Obviamente, Rute deve ter analisado todas as possibilidades.

Muitas pessoas criticam Orfa… Mas, analisando a situação, como você agiria? Talvez, teria feito o mesmo! A vida é feita de escolhas! Rute escolheu andar no espírito, andar pela fé, andar sem garantias humanas de nada!

Rute era “renascida”. Quando você nasce de novo, você deixa de ter passado. Você não tem mais para onde voltar!

Rute estava diante de um impasse… Ela poderia levar andar de acordo com os seus interesses, mas escolheu ouvir a voz de Deus! Quando o Senhor fala? No silêncio!

Mateus 6.6: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Sempre, nos cultos, nós temos momentos de oração, porque a nossa lâmpada precisa estar acesa. Nós incentivamos vocês a buscar ao Senhor. Mas as orações que nós realizamos na intimidade, no nosso “quarto de guerra”, é aquela que faz brotar dentro de nós a paz que excede todo o entendimento, a sabedoria para tomarmos boas decisões, forças para lidar com as adversidades da vida, alegria, gratidão e esperança!

Eu acredito que Rute tenha colocado todas as opções que possuía diante do Senhor. Acredito, sim, que ela deve ter buscado uma direção d’Ele.

A decisão de Rute não foi fácil… Noemi não tinha mais nada para oferecer a ela, era uma mulher viúva e falida. E, naquela terra, continuaria sendo uma estrangeira. Ela não tinha nenhuma garantia de futuro! Ela não tinha nada para se apoiar! Mas, espiritualmente, a voz do Senhor a direcionou! Aquela voz foi tão intensa, que ela não pensou duas vezes.

Rute fez uma escolha espiritual, não carnal! Normalmente, nossas escolhas espirituais serão completamente opostas às nossas razões humanas! Rute escolheu andar em aliança, mesmo sem perspectivas de futuro! Isso, sim, é fidelidade! Isso, sim, é lealdade! Isso, sim, é integridade!

Deus, muitas vezes, nos dá pequenos sinais… Eu amo ir ao museu com meus filhos… Eu sempre faço a experiência de eles notarem a diferença entre olhar os quadros de longe e focar em determinados ângulos. Só temos a percepção completa quando nos afastamos.

Muitas vezes, estamos só olhando uma parte do quadro… e nada faz sentido… pois é apenas um borrão. Por isso, entregamo-nos ao desespero.

Quando enxergamos nossas situações de cima, com a visão ampla, logo conseguimos entender: “Tudo fez parte de um plano perfeito!”. Tudo começa a fazer sentido! Por isso, apenas confie! Siga a voz de Deus, sem medo, sem reservas!

Por que algumas pessoas simplesmente saem do plano de Deus, porque não enxergam nada além da dor e do sofrimento. Na minha caminhada, eu aprendi que, quando estamos em Deus, não existem perdas, existem propósitos!

Por isso, cuidado com as decisões que você toma quando está motivado pela dor!

Jeremias 17.9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”

O teu coração não é o melhor conselheiro. Opte em ser guiado pelo Espírito Santo!

“Mas, bispa, como faço para saber quando Deus está falando comigo?” Andando com Ele. Tendo comunhão com Ele. É algo inexplicável. Foi o que o próprio Jesus disse aos Seus discípulos: “Vocês sabem o que aconteceu com vocês!”.

A voz de Deus é inconfundível. É algo que traz paz. Isso é muito forte.

Muitas pessoas vêm dividir suas experiências comigo. Tem um querido que disse que, enquanto estava tomando banho, ouviu uma voz, mas uma voz tenebrosa.  Ele começou a tremer, ficou apavorado e perplexo: “Como eu faço para saber se é uma voz do inferno ou um alerta que o Senhor está me dando?”. Existe um árbitro: a paz!

Colossenses 3.15: “Que a paz de Cristo seja o árbitro em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.”

A voz do Senhor nunca tira a nossa paz, mesmo quando Ele anuncia que viveremos tempos difíceis, como, muitas vezes, nós vimos na Bíblia.

Se você carrega uma palavra em seu interior que não te traz paz todos os dias, você pode ter certeza de que são vozes de demônios, que querem te assolar, te enfraquecer e te tirar do eixo.

O que eu faço quando estou debaixo de uma opressão, de uma assolação? Eu as escrevo em um papel. Desta forma, eu sei contra o que eu estou lutando… Assim, eu identifico quais são os meus gatilhos. E, antes que eles sejam acionados, eu já reajo.

Quais são as assolações mais comuns? “Você não é capaz!”; “Você não nasceu para isso!”; “Você não vai conseguir superar esta perda!”.

E essas assolações ocorrem na nossa mente. De repente, você está no sofá, tomando o chá, e esses pensamentos vêm como um terremoto para te abalar completamente. Precisamos ter discernimento… Precisamos sempre alimentar bons pensamentos. Trazer à memória o que nos dá esperança e nos encher da Palavra de Deus!

Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Quando estamos debaixo de assolações, acabamos, ainda que de maneira inconsciente, as assumindo como verdade. É como se estivéssemos vivendo uma tragédia, quando, na verdade, não aconteceu nada! Você começa a não encontrar mais uma saída.

É nessas horas que precisamos aprender a andar no espírito! Você pode, por um momento, ser envolvido por esses pensamentos, pelas situações, mas você não pode permitir que elas roubem sua fé, matem os seus sonhos e destrua suas forças. Lembre-se de que maior do que esse problema é o Deus que habita em você!

Salmos 23.4: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.”

Você pode até sentir medo, mas você pode escolher se ele vai te paralisar o se será sua força motriz… Se você vai atravessar esse mar ou se você será levado pelas ondas! Isso depende do seu ambiente interno… A escolha é sua: alimentar os medos ou alimentar a fé!

Por isso, nós precisamos ter comunhão com Deus e andar debaixo da cobertura da Igreja! São nesses momentos de assolação, que o nosso espírito nos desperta.

O inimigo é muito sutil… Sem perceber, acabamos sendo enredados por essas assolações! É como se estivéssemos anestesiados. E o que nos faz despertar e resistir? O nosso espírito, ou seja, quem nós somos em Deus! Quais são os planos que Ele tem para nós!

Ficar se comparando com os outros é outra grande armadilha. Cada um tem uma missão diferente na terra… Todos têm suas próprias guerras. A sua história é única!

Muitas pessoas perguntam: “Por que a Bispa Sonia é tão forte!”. Ela não é a Mulher Maravilha, é uma mulher comum! Qual foi o segredo dela? Passar por todas as provações conectada com Deus!

Agora, imagine se ela não tivesse Deus? Estaria completamente destruída, vivendo à base de remédios de tarja preta.

Quando entendemos que não existem perdas, existem propósitos, passamos pelas provações sem que elas nos destruam.

Rute, naquele momento decisivo, entendeu que era melhor seguir o que estava no espírito dela, do que a solução mais fácil! Ela foi fiel até as últimas consequências!

O fim da história não foi a destruição, mas uma poderosa restauração e restituição!

Precisamos ter consciência de que não podemos analisar as decisões espirituais de forma racional, porque isso tornará o processo muito mais pesado!

Em vez disso, permita-se ser conduzida pelo Senhor! Apenas, confie! A partir de hoje, não seja mais guiado pelas suas emoções, mas por suas convicções!

You Might Also Like